sexta-feira, 19 de outubro de 2012

~ Crônica 2


De tanto andar e vagar por aí, enfrentando dos piores demônios até os mais humildes seres humanos assassinos... O Cavaleiro que a alguns meses atrás tinha derrotado uma legião de demônios sedentos por um pedaço de carne humana, o jovem rapaz encontrou então um bom lugar para descansar, e ali, repousa e cuidava de seus curativos... E lembrava-se das lutas e brigas que travou das parcerias e das equipes que formara até ali... Finalmente, deitava a cabeça no travesseiro e lembrava-se de tudo o que passou até ali, agora, era apenas repousar e se preparar para os acontecimentos futuros... Afinal, o sol nunca irá brilhar para sempre.

O Chamado de Londres ~ 4º


'Uma linda ruiva...'

- Caminhava, com passos leves parecia tocar as nuvens, o eco do solado do sapato ecoava por toda a extensão da rua, por todos os becos e curvas escuras dali... Logo a frente se via um bar, simples, de portas escuras e cortinas cinza, ao entrar pelo bar, se deparou com algumas pessoas sentadas, outras debruçadas sobre a mesa, a saideira estava próxima e o bar perto de fechar... Em um som totalmente ambiente se ouvia trechos da musica ‘Cry for love’ com o forte timbre de voz do saudoso Iggy Pop, para uma saudosa noite... Puxou algumas moedas do bolso e colocou no balcão, com um olhar de tranqüilidade olhava para a jovem garçonete ruiva de lindos olhos verdes, e apontava para o maço de Black mentol, a moça sem hesitar, puxou o elegante maço da prateleira e entregou a ele, e então algo pairava na mente do rapaz, parece que nem tudo estava perdido, nem tudo era triste por ali, aos lindos olhos verdes daquela linda ruiva se via algo como se fosse esperança de algo melhor e de uma boa noite de sono e descanso imediato, apesar de um semblante cansado, parecia relaxada e tranqüilizada por mais um dia de trabalho livre... E assim o rapaz se retirava dando de mãos para a moça e ascendendo um dos cigarros novos, olhando para a lua que estava próxima a se retirar do céu... Caminhava em direção a qualquer lugar, aquela noite era realmente especial.


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quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Chamado de Londres ~ 3º


' Olhos tão escuros e sombrios... '

' - Realmente era bom dar uma volta, esvaziar a cabeça dos problemas, que eram muitos, e... Relaxar, pensar na vida... Pois bem, a noite estava prestes a terminar e o parque ainda estava aberto... Totalmente vazio, apenas o velho guarda, que dormia em sua cadeira, o frio era predominante aquela noite, por isso o velho guarda tinha uma bela garrafa de rum ao seu lado e um aparente grosso cobertor; Caminhando adentro do antigo parque de diversão, totalmente vazio, pensando nas crianças de hoje, nas que brincaram ali e nas do resto do mundo... Porquê sofrem tanto? Tantas são abandonadas... Muitas são obrigadas a 'serem gente grande' cedo... Tudo bem, logo pensava na criança de sua família... Mais, sua família, sua família cinza... Bem, não são tão 'normais' quanto os outros... Enfim, seus pensamentos voltavam para os humanos normais... E, por incrível que pareça... Era tudo tãão... Colorido, até nos olhos de 'Crianças-Adultas', muitas crianças eram vitimas da 'superlotação' de humanos ou o capitalismo que dominou o planeta e algumas pessoas, inclusive crianças, passam fome por isso... Bem, havia muito que andar ainda e o velho parque estava deixando a noite mais fria ali, passando pelo guarda, ainda dentro da cabine roncando, caminhando em direção a um pequeno bar que ainda estava aberto, seus cigarros haviam acabado, e não podia continua sua noite especial sem cigarros... '




O Chamado de Londres ~ 2º


‘ Bares cheios de pessoas vazias ’

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' - É... A cada passo dado, a cada metro andado... A cada barzinho, lanchonete, restaurante, havia pessoas, estranho era como a qualquer horas das 24h' que um dia tinha havia pessoas nas ruas; Pessoas de todos os tamanhos e cores, etnias e religiões, crenças e fé diferentes... Empregos, idades, parentes diferentes, sexos diferentes... Sim... Ninguém é igual a ninguém... Por fora. E havia algo de diferente naquela noite, as ruas estavam 'menos cheias' que o normal... A lua estava muito brilhante demais... Nem todas as ruas estavam iluminadas pelas luzes de natal... Logo à frente, havia um grupo de mendigos, alguns enrolados em cobertores, outros sentados conversando, outros riam... Sim, davam risadas... Estranho enquanto aqueles que moravam em uma casa bonita, quente, com comida fresca, com a limpeza de um lar, com cobertores limpos, uma cama confortável, eram simplesmente... Tristes, deprimidos, poucos eram aqueles que sorriam e davam valor ao que tinham... Afinal, se perguntava o elegante rapaz, o que falta para eles, que não falta para esses mendigos? O que os humanos têm dentro de seus corações cheios de dor e agonia? Tirava do bolso algumas moedas e alguns dos longos cigarros de seu maço de elegante e colocava próximo aqueles que sorriam e riam da vida... Aquilo não era por bondade... Mais por respeito, a darem valor a uma vida tão miserável e triste que vivia tão amargurado... E tão felizes; '

O Chamado de Londres ~ 1º


"Deprimido's"

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 ' - Mesmo com tanta coisa "macabra" que ocorria em Londres, os 'simples mortais' andavam nas ruas com outros elementos, como se não houvesse nada, como se não vissem nada, como se... Não fossem nada. De tudo um pouco ocorria na vida de todos... Desde a imensa depressão que paira na cabeça da humanidade... Tanto peso nas costas e tantas preocupações, sortudos eram aqueles que conseguiam amenizar a dor mental e espiritual que ardia a cada dia exaustivo de trabalho, a todas as noites tristes ao pensar que no próximo dia seria do mesmo jeito ou talvez pior do que os outros, a todas as madrugas em que números das vitimas da violência urbana apenas aumentava gradativamente ao sofrimento de cada um... Enfim, para que viver assim pensava o homem com vestimentas nobres, longas madeixas presas de qualquer forma, um longo cigarro de Black Mentol e um porte aristocrático que predominava todas as atenções, de homens e mulheres sofredores do mal desse século, da depressão mundial... Do 'mimo' e a 'Má educação' que o mundo deu a aqueles que inspiram cada cidadão a ser melhor a cada dia... '

Prólogo de Londres ~

 
(...) Estranha era Londres andava chuvosa, triste, nublada... Cinza; Tão cinza quanto à pele de estranhas pessoas que apareciam antes e durante a noite toda... Londres estava definitivamente estranha demais... Bruxos, anjos, demônios, homens cinza... Pequena gigante Londres. (...)

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Crônica ~

' - No calendário marco um X, e passam os dias. Me sinto tão estranho, ontem virei mais uma página... Será o fim da nossa história ou apenas mais um capítulo, o que aconteceu... Ainda não quero falar sobre isso; Às 4 horas vejo a mesma cena que deveria ter não existido... Porque ontem tudo me pareceu tão chato. Eu vivo em São Paulo, na cidade cinza, coração quebrado 
 O maior índice por metro quadrado, trânsito caótico, cidade Hard Core, coração de pedra, todo mundo merece uma chance... Viva na cidade cinza, viva na cidade cinza!'  -
Cidade Cinza, CPM 22

Cada luta, cada batalha travada, cada terra, sentimento, palavras, atitudes, guerras desbravadas, o nobre guerreiro tirava algo delas, alguma espécie de... Experiência, a última luta foi intensa, sim, apesar da calma, da frieza, a última luta foi intensa e boa... Muito boa, enfrentar um inimigo superestimado é algo meio complicado de se fazer, mais para o guerreiro que se encontrava ali, não. Com a destreza de um guerrilheiro conseguiu dar a volta por cima de mais uma etapa... Ele sabia que, as coisas só tendem a piorar, só caminham para o pior, mais, olhando do alto do penhasco, aquela legião de bestas demoníacas destruindo, matando, machucando, só esperando ele descer para derrotá-lo, com a mesma frieza da última luta, com o mesmo olhar amedrontador de um guerreiro sedento por guerra, no fundo demonstrava a felicidade, a calma... Limpou sua espada, afiou o seu fio com destreza, se preparou mais uma vez.
A terra atrás dele o sol brilhava intensamente e ele confiava que ficaria daquele jeito por um bom tempo... Havia pessoas que ele confiava tomando conta, mais as terras adiante, as montanhas a frente, os picos, continuavam em plena escuridão e destruição, continuava guardando o inesperado... Dirigindo seu olhar para aquela terrível vista, o nobre guerreiro se levanta, colocando suas coisas sobre o cavalo que o acompanhava nas longas jornadas... Puxava um pequeno caneco... Um copo, pequeno, tirando também um cantil, onde despejava um liquido negro... Com um cheiro muito forte de natureza que exalava, ele o tomava... As pessoas estranhamente chamavam aquilo de... Café.
Montou ao seu cavalo, e desceu o penhasco em busca das novas batalhas que o esperava, o fim do mundo começava agora... E o guerreiro apenas com um sorriso no rosto e com uma frase na cabeça: "Não entre em Pânico.", sua bela espada, seu nobre escudo, sua divina armadura e suas antigas cicatrizes, ele caminhava em direção a escuridão; Afinal, depois do silêncio que se vem a tempestade.





(: